A nossa viagem para São Roque foi na véspera de Natal de 2013. Estávamos bem ansiosos, pois, até então, essa seria a nossa mais longa viagem de bicicleta. Realizamos um bom planejamento de como seria a viagem, mas, algumas coisas não ocorreram como esperado, nos obrigando a mudar o planejamento em cima da hora e estendendo a viagem em alguns quilômetros.

Em nosso plano inicial, pedalaríamos até São Roque e acamparíamos no Camping Recanto da Cachoeira.

Partimos de manhã. Na época, ainda não morávamos juntos, então nos encontramos na estação Butantã. Montamos as bagagens nas bicicletas (no dia anterior, tínhamos deixado as bicicletas guardadas no bicicletário da estação) e partimos.

 

Quando realizamos a primeira rota através do MapmyRide, o melhor caminho se deu pela Raposo Tavares. Mas, como a experiência anterior de pedalar por lá não tinha sido muito agradável, não usamos esta rota.

A partir da estação, seguimos pela Av Corifeu de Azevedo Marques, até seu final, quando esta se torna a Av dos Autonomistas. Aqui já estávamos em Osasco.

Seguimos pela Av dos Autonomistas até a Av Consolação. No inicio, ela tem uma ponte que atravessa os trilhos do trem, e mais a frente, se inicia outra ponte, a Ponte Piracema, que cruza o Rio Tietê e da acesso a Av Piracema. Esta avenida é por onde acessamos a Rodovia Presidente Castelo Branco, que era nosso objetivo.

Até aqui, estávamos pedalando em perímetro urbano, ou seja, avenidas sem acostamento. Obviamente, são trechos que consideramos mais perigosos, pois você esta entre os carros e outros veículos. Em trechos urbanos, recomendamos que você ocupe a faixa de rolagem. Como descrito no site Vá de Bike, existem diversos motivos para usar desse artificio, todos visando a sua segurança.

Ao acessar a Castelo Branco, o pedal ficou um pouco mais sossegado. Ela possui um bom acostamento e pedalamos sem sustos.

Pedalamos até a altura do km 30 da Castelo Branco. Lá, fizemos uma pausa pra comprar água e aproveitamos e tomamos um açaí. Também fizemos amizade com um cachorrinho gente boa, e demos um pouco de água pra ele.

De volta pra estrada. Como disse no começo da postagem, nosso objetivo era dormir no Camping Recanto da Cachoeira. É um lugar com uma infraestrutura para lazer que nos pareceu interessante, além de, claro, possuir espaço para camping. Ele fica próximo de uma saída do km 57 da Castelo Branco. A hora do almoço já se aproximava, mas como faltava pouco, decidimos comer no Camping. Pedalamos um pouco mais , logo passamos pelo pedágio e logo após, pela placa indicando que já estávamos em São Roque :D.

Pois bem. Logo chegamos na saída 57 e rapidinho chegamos ao camping. Ai que o imprevisto aconteceu.

Quatro dias antes, liguei no camping para me informar sobre valores. Nos passaram um preço. Quando chegamos na porta do camping, nos informaram que o preço era outro! O homem que nos atendeu, que claramente não estava a fim de nos atender bem, disse que o preço tinha sido alterado dois dias antes. Tentamos argumentar, mas eles eram irredutíveis. Até pensamos em ficar, não era só uma questão financeira, mas, como fomos tão mal atendidos, decidimos ir embora. O pior: essa hora já estávamos famintos. Tínhamos que comer logo, pois já não estávamos rendendo tanto quanto antes.

Esse foi outro problema. Como queríamos comer logo, paramos no primeiro lugar que encontramos. A Quinta do Marques, no km 57 da Castelo Branco. A comida era boa, mas muito cara. Não valia o preço que estava sendo cobrado. Mas, era isso ou desmaiar no caminho.

Já alimentados, nos perguntamos, “e agora?”. Procuramos outro camping no Google e encontramos um que ficava bem no centro da cidade. Achamos estranho, mas decidimos ir mesmo assim. Pegamos as bikes e partimos. Voltamos um pouco na Castelo Branco, até a saída 54A, e então acessamos a Rodovia Lívio Tagliassachi. Neste momento, já estávamos cansados, e esta rodovia possuí muitas subidas. Em alguns trechos, descemos e empurramos as bicicletas. Ela é uma rodovia de mão dupla. Além disso, o acostamento dela nem sempre é dos dois lados. Em alguns trechos ela só possui de um lado. Então, cruzamos a rodovia alguns momentos, para pedalar com mais segurança pelo acostamento.

Finalmente, chegamos em São Roque! Fomos logo ao endereço do camping que o Google indicou. Chegando lá…nada! Não tinha nada no lugar. No local tinha um córrego e uma espécie de praça.

Perguntamos para alguns moradores e ninguém conhecia nenhum camping na região. Desistimos e fomos procurar um hotel.

Nos hospedamos no Hotel Villa Maior. Fomos muito bem atendidos. O hotel não tem muitos diferenciais, mas cumpre o que promete.

Depois de descansar, saímos a noite para ver um pouco da cidade.

No dia seguinte, conhecemos mais alguns pontos, como a Igreja Matriz, e sua praça, que estava com uma decoração natalina feita apenas com material reciclado.

O centro da cidade é bonito, mas, como era domingo, estava vazio e boa parte do comercio fechado. Fomos também no famoso Ski Mountain Park. Nele, você pode esquiar em uma pista artificial, bem como patinar em uma pista de gelo, ou praticar outras coisas, como arco e flecha e arvorismo, por exemplo.

São Roque também possuí sua famosa Expo São Roque, que já esta na 24ª edição.

“A Expo São Roque é um evento que une diversão, gastronomia, compras, shows e diversas manifestações artísticas. É realizada, todos os anos, no Recanto da Cascata, uma grande área verde de mata preservada e toda a infraestrutura para receber seus visitantes. O grande foco da Expo é divulgar o potencial turístico da cidade, da produção local da alcachofra roxa e suas vinícolas.” fonte

Vale a pena checar as datas e visitar. Ainda não tivemos a oportunidade, mas logo iremos!

Algumas fotos da viagem e da cidade:

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Depois de conhecer alguns pontos principais da cidade, partimos.

A volta foi bem sossegada, sem imprevistos. Fizemos o mesmo caminho. Apesar de existir nuvens negras no horizonte, nenhuma chuva nos alcançou.

Uma parada que fizemos, foi no Castelinho da Pamonha, na Castelo Branco. Adoramos aquele lugar. O sorvete de milho é um dos melhores que já provamos!

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São Roque foi uma ótima experiência. Foi a primeira vez que lidamos com imprevistos em uma cicloviagem. Felizmente, tudo deu certo, e graças a estes imprevistos, agora temos história pra contar!

Grande abraço!